Otimize a ajuda para seu resgatado em 10 passos

Michael Kloth/Corbis

Pessoal da proteção, as redes sociais são ferramentas extremamente eficazes para encontrar resgate ou adoção para um animalzinho. Porém, preste bem atenção em alguns detalhes, pois as fotos ficam por meses rolando na rede chegando a um ponto que ninguém mais sabe responder se o animal já foi resgatado ou adotado, quem está responsável por ele, etc.

Vamos otimizar a busca de ajuda para esses seres que merecem nossa atenção:

1) Nunca esqueça um email e/ou telefone de contato. Muitas vezes me deparo com situações de extrema urgência e quando vou clicar para saber mais sobre o animal, não consigo contactar a pessoa responsável por ele. Muitos animais já ficaram sem ajuda por falta de um simples email de quem anunciou o apelo.

-> Pessoas de bem, ajudar os animais não é passar a bola para frente. Amar os animais não significa se abster das suas responsabilidades, ao encontrar um animal necessitado, faça o possível para ajuda-lo e responsabilize-se por ele, divulgar uma foto e pedir para que outros resolvam o problema, não ajuda! Ao invés de solucionar você está fazendo parte do problema. Pense nisso!

2) Sempre coloque cidade e estado! Isso é muito comum, as pessoas se esquecem que a rede não tem fronteiras e perdemos um tempão tentando ajudar casos que descobrimos depois que estão muito longe de nós, principalmente apelos para LT. Por favor, sempre coloque onde o animal está!

3) Seja objetivo. Escreva exatamente o que você precisa e deixe de lado o “mostrar-se desesperado”, ou seja, termos como “socorrrrroooooo” “ajuda urgente, por favor, etc etc” entre outros similares, não chama mais atenção, ao contrário ocupam muito espaço nos restritos caracteres permitidos pelas redes sociais.

Logo de cara escreva o que você precisa, assim, alguém que passe os olhos pelo seu apelo já sabe do que se trata. Por exemplo: “filhotes precisam de mãe de leite” “adoção especial para cãozinho cego” “cão precisa de resgate na ZL de SP” “gato precisa de ajuda para sair da rua” “Lar temporário para cão pequeno em SP”, não esqueça de um link para que a pessoa possa entrar e saber mais (no caso do Twitter).

4) Não divulgue apelos se você não tem certeza da fonte. Nunca passe mensagens para frente se você desconfia que seja fake. Tem muitos oportunistas querendo tirar dinheiro dos outros fingindo ser causa animal, tome cuidado e sempre leia antes de compartilhar/RT.

5) Coloque a data. Um detalhe que muitos se esquecem, principalmente quando se trata de email, é colocar a data que o animal foi resgatado ou que precisa de ajuda. Já peguei emails que há anos já haviam sido solucionados, por exemplo, os filhotes sendo doados por um canil que faliu ou dos meninos que torturaram um filhote até a morte. Recebi esses emails há 4 anos e continuo recebendo até hoje!

6) Divulgue primeiro aos amigos. Antes de divulgar para desconhecidos, tente ajuda com seu círculo social. As pessoas confiam mais quando elas conhecem ou vêem de perto a situação. Se você tem um amigo “famoso” no meio da proteção peça a ajuda dele, isso traz mais credibilidade.

7) Não peça dinheiro. Apenas apele para o lado financeiro se não houver outra saída. Dê preferência por pedir dinheiro aos conhecidos e divulgue aos demais os medicamentos, utensílios, etc, para o animal. Em casos de pedir ajuda para tratamento veterinário, você pode pedir para as pessoas que querem ajudar a depositarem diretamente para a clínica, isso evita desconfianças e traz mais credibilidade.

8) Repita a mensagem. Divulgue pelo menos uma ou duas vezes por dia o mesmo apelo e alterne os horários, assim você atinge pessoas que estejam online em horários diferentes. Além disso, você relembra as pessoas de ajudarem, pois as informações da rede passam depressa e as pessoas tendem a esquecer rápido ou acreditam que o caso já foi solucionado.

9) Mantenha as pessoas informadas. Atualize com frequênciaas informações do apelo em todas as redes que você divulgou. Dessa forma, você mostra que está realmente cuidando do animal e as pessoas que ajudaram podem acompanhar o decorrer dos fatos, além disso, podem pedir para outras pessoas também ajudarem.

10) Verifique todas as possibilidades. Antes de divulgar um animal resgatado como abandono, verifique em todos os sites de busca, pois depois de algum tempo na rua, eles ficam muito feios e magros, podem não ser abandonados, mas estarem perdidos.

No caso dos cães, eles andam muito em pouco tempo e alguém pode estar procurando em uma região muito longe de onde foi encontrado. Como o caso dos Akitas, perdidos na Zona Sul de São Paulo, foram encontrados na Zona Leste 3 meses depois e o caso do poodle encontrado na Mooca e havia fugido de São Bernardo do Campo (SP) 3 dias antes.

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